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Sexo (Gay) e a cidade (Pequena).


NOVO ENDEREÇO.

NOVO ENDEREÇO: www.gaydointerior.blogspot.com

Acessem e comentem...

Grande Abraço

RP



Escrito por RP às 23h18
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Fidelidade

O Homem é um animal monogâmico? O que dizer sobre a fidelidade de um homem gay?

 

Essas duas perguntas e a verdadeira batalha que se instala numa mesa de bar quando o assunto é “fidelidade” – o que faz com que esse assunto raramente seja abordado em tal ambiente – falam por si só da complexidade do tema.

 

A história do mundo diz que não, pelo menos quando o assunto é instinto, já que desde a época das cavernas o homem é “medido” pela quantidade de suas conquistas sexuais e a qualidade da sua performance no ato.

A criação natural e social do homem ensina-o a não recusar sexo e a hipocritamente ser fiel ao seu amor.

 

Ora, se instintivamente o homem não é fiel, e socialmente ele é educado a conquistar e ter o maior número de pessoas na sua cama (cama = apenas simbologia), como será - este - fiel?

 

Qual a definição de fidelidade? Ser fiel é não transar com outras pessoas senão seu parceiro, ou não ir contra outros princípios (não sexuais) que baseiam a relação?

 

Há diferenças entre as duas coisas.

 

Um casal pode ser unido pela cumplicidade nos atos, interesse culturais que se completam, carinho mútuo, respeito às diferenças, muito tesão um no outro e identificação nas preferências em relação a sexo, apoio profissional, psicológico e moral, amor, paixão, amizade e enfim como um se sente ao estar na presença do outro, sendo “do” outro.

 

Um ato sexual, simplesmente físico, único e repentino muda tudo num relacionamento? Pelo fato de uma das partes ter usado seu corpo com outra pessoa para gozar mudou o que ele sente pelo companheiro, o que eles viveram juntos, o quanto são importantes pro outro, o quanto de tesão sente no outro, o carinho, a identificação enfim?

 

A monogamia foi adotada na cultura capitalista, cristã - especificamente nos países católicos e de “classe-média” dominante (lembrem-se dos ricos países árabes), pois seria menos provável que um homem conseguisse sustentar várias famílias e filhos com várias mulheres. Além, é claro, do sexo nos velhos tempos ser algo considerado íntimo, sagrado, puro, uma “consumação” do verdadeiro amor entre duas pessoas (homem e mulher) dispostas a criar uma família juntas, afinal, a maioria das religiões ainda prega que o sexo deve ser feito para procriação.

 

Hoje existe camisinha, métodos anticoncepcionais, mulheres trabalham, o fato de que no caso aqui abordado (Gays) há a total inexistência de filhos naturais e a intenção do sexo passa longe da perpetuação da espécie.  Sendo assim qual o verdadeiro papel da fidelidade nos dias atuais?

 

A verdade é que as pessoas buscam um relacionamento porque não querem que suas vidas passem em vão, e o “casamento” é uma garantia de que ela deixará sua marca, em ao menos uma vida. Será lembrado, venerado.

 

Mas porque as pessoas sentem-se tão menos importantes, tão menos desejadas, tão menos valorizadas por seu companheiro quando sabem que este sente tesão – e deu vazão ao sentimento - por outra pessoa?

 

O problema pode estar, no caso dos homens, em outra parte de sua criação: ele deve ter as “rédias” das situações. Ele tem “obrigação” de não só fazer muito sexo, mas de ser melhor que os outros nesse “negócio”. Ter a melhor “desenvoltura”, o maior membro, e deixar o parceiro com a maior sensação de sacies já sentida em sua existência.

Tendo a fidelidade do parceiro, ele sente isso. Afinal, aquela pessoa trocou todos os outros por ele.

 

Quando falamos então de cidades pequenas, o problema está no fato do seu companheiro ter transado com alguém, ou na possibilidade de cruzar com o tal terceiro na praça aos domingos?

 

Um homem pode achar seu companheiro o melhor o mundo (existe?) e ainda sim desejar outros? Estamos falando de “fidelidade” ou “ego”?

As pessoas hipocritamente ignoram o fato de que um casal é formado por todos os outros corpos e amores que ambos deixaram pra trás, e por todas as pessoas que ambos desejaram e amaram e que o rejeitaram também.

 

Um homem pode realmente só desejar um único homem pelo resto da vida? Um homem pode controlar seu desejo por outros homens por um amor verdadeiro?

 

Parece paradoxo que solteiros fazem “sexo só por sexo”, daquele tipo que se faz em menos de uma hora com alguém que mal se sabe o nome, um solteiro pode transar com uma pessoa por tesão, por tédio, por fuga, por oportunidade, por desejo absurdo, por passatempo, por pressão dos amigos ou por motivos que ele não sabe o motivo, e nem precisa saber, enquanto para os “casados” o sexo fora da “dupla” tem sempre “algo mais”. Para alguém que tem um relacionamento e transa com algum terceiro nenhuma das razões do solteiro existe; Pensa-se logo que ele o faz porque está insatisfeito com o relacionamento, porque não deseja mais o parceiro, porque está querendo substituir o parceiro ou qualquer outra razão, sempre mais profunda.

Será?

 

Amar muda os instintos e a criação do homem? A cultura e desejo de conhecer outros corpos?

 

Afinal, relacionamento é exclusivamente uma questão física? Passa-se o resto da vida com melhor corpo que se encontra? E depois que se encontra o melhor corpo os outros todos se tornam indesejáveis?

Espera-se que todas as outras razões que fazem uma pessoa se sentir completo num relacionamento extinguam seus desejos sexuais incontroláveis por outros “machos”?

 

Chegando ao ponto crucial do pensamento aqui descrito, todas as perguntas acima são alternativas para a pergunta mais difícil e que – para alguns – tem a resposta mais dolorida: É possível ter um relacionamento em que haja amor e que faça com que alguém queira “pertencer” a apenas uma pessoa com reciprocidade nas duas coisas (amor e sexo)?

 

Este texto busca muito mais instigar o pensamento individual do que criar uma visão de certo ou errado ou dizer ao leitor como agir.

 

A única frase que explica com perfeição este conjunto de palavras é: “Não existe pessoa certa para ninguém. O que existe é pessoa certa para aquele momento”.

Sendo assim, curta-o (o momento).

 

Como uma indústria de cosmético diria para finalizar um de seus filmes de 30 segundos que nos convencem a comprar seus produtos: Bem-Viver-Bem!

 

E cada um que faça com a frase a construção que lhe convir.

 

 

RP

 



Escrito por RP às 14h25
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A Caça

Se houvesse apenas uma palavra que definisse o comportamento dos gays,  essa palavra seria “caça”.

Ninguém escolhe ser gay por modismo, ou porque acha bacana. Se o cidadão pudesse, ele preferiria gostar do sexo oposto, agradar a família, Deus, a sociedade enfim.

Isso significa que se ele é gay, é porque não conseguiu controlar sua sexualidade.

O sexo, o desejo e o instinto falaram mais alto.

Daí um briga constante e interna porque ele sabe que todos são extremamente sexualizados, mas ele também quer ter – e ser – de uma pessoa só, marcar a vida de alguém, ter sua passagem pelo mundo “compartilhada”.

A fidelidade definitivamente é para poucos nesse mundo.

Há quem discorde e pare de ler esse texto aqui mesmo com raiva desse autor. A estes fica o especial convite a continuar.

Pense:

Quantas historias de heterossexuais andando pelo shopping que se olharam, se desejaram, e acabaram transando no banheiro, ali mesmo no shopping?

Quantas histórias de heterossexuais você conhece que se conheceram num chat de bate papo? Aliás, quantos heterossexuais têm na sala de bate papo da sua cidade neste momento? E gays?

O gay é um caçador, e não é uma questão só sexual, mais uma vez tem a questão identificação, e a falta de opção de como e onde encontrar o “bando”, demonstrada, aí sim, de forma sexual.

Volta-se portanto - como é o intuito da existência desse espaço - no ponto onde o comportamento fica ainda mais evidente nas cidades pequenas.

Um homossexual, como qualquer outro ser humano, quer encontrar pessoas iguais.

 Esse comportamento é ainda mais evidente em homens. Já repararam como acontece numa sala em primeiro dia de aula, em palestras, ou qualquer ato social?

Os homens vão se aglomerando num canto, enquanto as mulheres se espalham pela sala. Homem precisa estar em bando pra se sentir forte, protegido e capaz.

No interior não há Frei Caneca, Farme de Amoedo, Arpoador ou Autorama, a caça rola em todos os lugares, e as salas de bate papo são quase uma boate gay aberta 24 horas.

Promiscuidade? Não necessariamente, apenas uma forma de liberar os instintos, suprir suas necessidades sem se importar muito com o que os outros pensam.

E se importar pra quê?

Como exigir de um morador de rua, que nunca teve sua dignidade e sua cidadania respeitada, que ele respeite a cidadania e a dignidade do próximo?

Como acusar uma pessoa que constantemente é vitima de piadas generalistas, que a colocam como parte de um todo que ela mesma, muitas vezes, menospreza, deixe de fazer o que tem vontade para tentar conseguir um pensamento mais amigável dos outros?

Mais profundamente, eles não precisam disso.

 

Ser gay é bom, fazer sexo é bom, a conquista e a caça são boas, e o proibido é melhor ainda.

 

Que morram de inveja quem não pode fazer o mesmo.

 

Quem vive com a liberdade de ser como seus instintos mandam se diverte... e muito.

 

 

 

RP

 

 

 



Escrito por RP às 01h11
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Gay na Cidade Pequena

A Aceitação.

 

Acerca das relações entre os homossexuais de forma geral, principalmente nas cidades pequenas, pode-se  dizer que há uma tradução completamente diferente para a frase “ser gay” de acordo com o ambiente que se vive.

 

Numa cidade grande como São Paulo e Rio de Janeiro certamente tem espaço para todo tipo de gente, com suas manias, vontades e jeito de ser. Mas como é isso numa cidade pequena?

 

Nas capitais há lugares freqüentados por todos os “tipos” de gays: as barbies (os bombados), os mais afeminados, as drag-queens, por gente com mais e por gente com menos dinheiro.

As tribos se juntam, formam seus “clubes”, suas redes de lugares preferidos e rola identificação.

Também não se pode esquecer o fato de que a maioria dos gays que vivem nas capitais estão longe de suas famílias, e fora de suas cidades-natal.

Dessa forma fica mais fácil encontrar amigos, um grande amor ou qualquer outro tipo de relacionamento que se procure. Mas como ter isso vivendo no interior?

 

O preconceito existe em todos os lugares, é verdade, e é ainda mais presente nos lugares em que as pessoas se conhecem, as famílias são tradicionais e os rostos se repetem pelas ruas. Já que este texto fala de um grupo específico de pessoas, vamos focar no preconceito contra os homossexuais, protagonizados por eles próprios.

 

É uma questão de identidade: há quem não se sinta relaxado com homens que gostariam de ter nascido mulheres e vestem-se como tal, e há quem não se sinta a vontade com homens que mantém a postura masculina; Há quem não se sinta bem com gente vestindo grifes super-fashion, e há quem não se sinta bem com um monte de gente que sai de regata e jeans básico pra tudo. E normalmente uma “tribo” não se mistura muito com a outra.

 

Como a variedade de lugares para o publico gay no interior inexiste, sempre uma tribo acaba se afastando, ficando sem opções para suas buscas e seu divertimento, a menos que enfrente os seus – e dos outros – preconceitos.

Frequentar um lugar de determinado grupo de pessoas é correr o risco de aumentar o preconceito da família e não encontrar alguém do mesmo perfil.

 

É obvio que o preconceito das pessoas e das famílias historicamente sempre fez com que alguns gays vestissem a máscara do “divertido” para serem aceitos, consequentemente  os primeiros “aceitos” e assumidos foram os “performistas”,  daí vem mais preconceito nas famílias e sociedade, o que gera mais temor e mais medo daqueles que não são assim se sentirem a vontade com sua sexualidade, o que faz com que mais pessoas tenham preconceito, se escondam... e o círculo continua.

 

Não se pode esquecer que os primeiros que tiveram coragem de mostrar a cara foram sempre os mais “abusados”, que a maioria, mesmo gays, tem um certo preconceito.

Portanto, muito se deve a coragem daqueles que enfrentaram tudo e todos para ser como gostariam de ser.

 

No final das contas, são felizes? O ambiente afinal não é feito por aqueles que nele vivem?

 

O que você está fazendo para mudar o que lhe desagrada?

 

Afinal, é possível ser gay, feliz e “normal” vivendo fora de uma capital?

 

 

RP



Escrito por RP às 12h42
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